Em evento com Bolsonaro, comandante do Exército destaca 'lealdade à Constitui??o'

Edson Leal Pujol, que deixa o cargo neste ter?a-feira, também citou pandemia como "maior desafio dessa gera??o"
Pujol saiu do comando do Exército nessa ter?a-feira Foto: Getty Images
Pujol saiu do comando do Exército nessa ter?a-feira Foto: Getty Images

BRASíLIA — Ao lado do presidente Jair Bolsonaro, o general Edson Leal Pujol, que deixará o posto de comandante do Exército nesta ter?a-feira, voltou a classificar a pandemia da Covid-19 como o "maior desafio experimentado por essa gera??o" e destacou o caráter de "institui??o de Estado" da for?a, destacando o respeito à Constitui??o.

Bolsonaro e Pujol participaram nesta segunda-feira de solenidade em comemora??o ao Dia do Exército, último evento do general como comandante do Exército.

Em seu discurso, Pujol citou momentos relevantes da história do Exército até os dias atuais, quando citou a pandemia. O general entregará o comando do Exército nesta ter?a-feira ao general Paulo Sérgio Nogueira.

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— No maior desafio experimentado por essa gera??o, o combate à pandemia do Covid-19, ao lado das for?as co-irm?s, sob a coordena??o do Ministéiro da Defesa e contribundo para com o esfor?o do governo federal, o exército atua n?o somente com competente profissionais de saúde como também na desinfec??o de instala??es, doa??es de sangue para recomposi??o dos estoques em hoispitais, distribui??o de alimentos, medicamentos, imunizantes, equipamentos e oxigênio — disse Pujol.

O comandante deverá deixar o posto máximo do Exército nas próximas semanas. O presidente Jair Bolsonaro trocou todos os comandantes das For?as Armadas logo após a saída de Fernando de Azevedo e Silva do Ministério da Defesa, no final de mar?o.

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Entre os motivos para a saída de Azevedo e Silva estava a relutancia em aproximar as For?as Armadas do discurso defendidas pelo presidente Bolsonaro, que tem criticado as medidas de distanciamento social adotadas na maioria dos estados.

Em mar?o do ano passado, Pujol já tinha citado a pandemia como a maior amea?a desta gera??o. Meses depois, em maio, outro episódio com Pujol irritou o presidente. Em agenda em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, Bolsonaro estendeu o bra?o para cumprimentar Pujol e outros comandates do Exército, mas os oficiais ofereceram o cotovelo, cumprimento recomendado por especialistas como mais seguro.

Em seu discurso, Pujol também repetiu o termo utilizado pelo ministro Azevedo e Silva quando anunciou sua saída do Ministério da Defesa. Na ocasi?o, afirmou que, preservou "as For?as Armadas como institui??o de Estado". Nesta segunda-feira, Pujol disse que a data comemorava a renova??o do comprimisos "da institui??o de Estado secular", destacando que o Exército manterá acesa a chama da lealdade ao Brasil e à Constitui??o.

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— Nesta data renova-se o compromisso da institui??o de Estado secular, de integral devotamento à pátria e da justa e perfeita identifica??o com os ideais do povo brasileiro. Inspirados em Guararapes, o exército de Caxias manterá acesa a feérica chama do patriotismo, do sentimento do dever, da probidade e da lealdade ao Brasil e à Constitui??o — afirmou o general.

"Meu, seu, nosso Exército", diz Bolsonaro

Em um rápido discurso no mesmo evento, o presidente Bolsonaro mudou a forma como vinha tratando o Exército. Nas últimas semanas, o presidente tinha citado a for?a como "meu Exército", o que teria desagradado alguns generais.

— Hoje é o nosso dia, é o dia de todos os brasileiros. Porque n?o existe quem n?o se identifique com o meu, com o seu, com o nosso Exército Brasileiro — afirmou.

O presidente, que chegou ao posto de capit?o do Exército, lembrou do período em que conheceu e posteriomente ingressou nas For?as Armadas. Bolsonaro citou a democracia e a liberdade como valores especiais para o Exército e destacou que as For?as Armadas sempre atuar?o "dentro das quatro linhas da constitui??o".

—  Termino dizendo a todos os brasileiros, a todos os irm?os do Exército. Hoje é uma data que orgulha a todos nós porque aniversaria aquele que nos dará a sustenta??o para que ninguém ouse ir além da nossa Constitui??o — disse Bolsonaro

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