Presidenciáveis de centro e PT se unem em críticas a Bolsonaro em evento virtual

Fernando Haddad, Jo?o Doria, Ciro Gomes, Eduardo Leite e Luciano Huck participaram do Brazil Conference para debater rumos do país
Fernando Haddad, Ciro Gomes, Jo?o Doria, Eduardo Leite e Luciano Huck participam da Brazil Conference Foto: Reprodu??o/ YouTube
Fernando Haddad, Ciro Gomes, Jo?o Doria, Eduardo Leite e Luciano Huck participam da Brazil Conference Foto: Reprodu??o/ YouTube

S?O PAULO — Representando o PT, o ex-ministro da Educa??o Fernando Haddad fez coro a lideran?as do chamado centro em críticas a Jair Bolsonaro na noite deste sábado, em evento realizado virtualmente. Jo?o Doria e Eduardo Leite, do PSDB, Ciro Gomes (PDT) e o apresentador Luciano Huck compuseram um painel da Brazil Conference, promovida pelas universidades americanas Harvard e MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) para debater os rumos do país.

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Considerados potenciais candidatos à Presidência da República em 2022, Doria, Ciro, Huck e Leite já haviam se unido em um manifesto em defesa da democracia, divulgado em 31 de mar?o. O documento, no entanto, n?o incluiu o ex-presidente Lula, considerado o mais provável concorrente ao Palácio do Planalto no PT. Ainda assim, um acordo para uma candidatura única no ano que vem é considerado difícil.

Os participantes do evento fizeram declara??es duras contra Bolsonaro sobre diversas quest?es, como as áreas educacional e ambiental do governo, mas principalmente em rela??o à condu??o federal no combate à pandemia. Apesar de provoca??es pontuais e divergências no que consideraram as prioridades para a economia brasileira, o ambiente foi de enaltecimento mútuo.

Doria chamou Bolsonaro de "fascínora genocida". Huck criticou a gest?o do governo na área da educa??o e o que considerou irrelevancia do ministro Milton Ribeiro. Leite disse que o presidente n?o tem uma agenda clara para a economia. Haddad se recusou a elencar qualquer ponto positivo do governo federal. E Ciro afirmou que "2022 imp?e aos brasileiros a tarefa de banir o bolsonarismo" da política e que Bolsonaro come?a a se preparar para resistir a uma eventual derrota em 2022.

— O delírio de Bolsonaro é formar uma milícia para resistir de forma armada à derrota eleitoral que se aproxima — disse Ciro.

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Em determinado momento, Fernando Haddad prestou solidariedade aos governadores paulista, Jo?o Doria, e gaúcho, Eduardo Leite, pelo ataques sofridos de Jair Bolsonaro. O petista afirmou ser preciso um "pacto" em favor da democracia diante do que chamou de "retrocesso civilizatório".

— Eu queria terminar me solidarizando com os dois governadores aqui, que s?o do PSDB e que têm sofrido ataques indignos, intoleráveis. Um presidente que se porta da maneira como Bolsonaro frente a dois governadores de oposi??o porque (eles) querem para o país algo diferente do que o presidente está oferecendo n?o podem sofrer o tipo de ataque que est?o sofrendo. Isso é indigno da nossa democracia. N?o pode ser tolerado por nenhuma for?a política. Passou de todos os limites. Todo mundo aqui merece ser respeitado — afirmou Haddad, sendo aplaudido por Jo?o Doria.

O governador paulista agradeceu as palavras de Haddad, que administrou a prefeitura de S?o Paulo entre 2013 e 2016, e fez elogios ao petista.

— Eu sou testemunha da dignidade, da postura que foi a transi??o da prefeitura de S?o Paulo com Fernando Haddad. Apesar de nossas diferen?as, em nenhum momento fomos ofensivos, agressivos e nos maltratamos. Fizemos uma transi??o civilizada, democrática e construtiva. Isso é parte de sua boa biografia e eu testemunhei isso — declarou Doria.

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