Do sofá, Bruno Fratus pode ter vaga para Tóquio assegurada

Velocista que mora nos EUA e tem índice olímpico na nata??o precisa ter vaga sacramentada após seletiva nacional que come?a no Rio, nesta segunda-feira; competi??o definirá sele??o brasileira
Bruno Fratus vai assistir seletiva nacional pela internet: ele só perde a vaga se dois nadadores obtiverem tempo abaixo do que o dele para os 50m livre Foto: Reuters
Bruno Fratus vai assistir seletiva nacional pela internet: ele só perde a vaga se dois nadadores obtiverem tempo abaixo do que o dele para os 50m livre Foto: Reuters

único nadador brasileiro com índice olímpico, Bruno Fratus viverá uma semana de expectativa até poder, finalmente, comemorar sua terceira presen?a em uma edi??o de Olimpíada. Dos Estados Unidos, ele ficará de olho na piscina do Parque Aquático Maria Lenk, no Rio de Janeiro, palco, a partir desta segunda-feira, da seletiva nacional para os Jogos de Tóquio, com a presen?a de mais de 100 atletas em busca de duas vagas em 29 provas.

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Atual vice-campe?o mundial dos 50m livre, Fratus atingiu, no dia 10, o índice olímpico para a prova. Com a marca de 21s80, o brasileiro foi o campe?o da etapa de Mission Viejo, Califórnia, do TYR Pro Swim Series.

Fratus precisa que sua vaga na sele??o brasileira seja sacramentada. Por causa da pandemia, ele n?o vai disputar a única seletiva olímpica do Brasil e foi autorizado a tomar o tempo nos EUA.

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Terá de esperar até sábado para ver se dois atletas n?o nadam abaixo da sua marca na Califórnia.

Lá, ao lado de Michael Andrew e Caleb Dressel, ele já havia nadado abaixo do índice olímpico (22s01) nas eliminatórias, quando foi o mais rápido entre todos, com 21s73. Mas a tomada de tempo foi realizada na final e Fratus nadou novamente abaixo do índice (22s01).

— N?o da para cantar vitória antes do apito final. Mesmo assim, esse conforto do “alívio” é algo que n?o faz parte da minha personalidade. O senso de urgência e vontade de trabalhar s?o maiores — disse Fratus ao GLOBO.

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Parece difícil Bruno Fratus perder a vaga, uma vez que Pedro Spajari e ítalo Manzine têm como melhor tempo na carreira, em piscina de 50 metros, 21s82 em 2018 e 2016, respectivamente. Marcelo Chiereghini cravou 21s84s em 2013. Recentemente, nenhum dos concorrentes nadou abaixo dos 22s.

Ganho de peso

Após ano turbulento em 2020, com piscinas fechadas e sem competi??es, Bruno abriu a temporada de 2021 com vitória nos 50m livres no Flórida Sectionals, nos Estados Unidos, com a marca de 22s10. Também ficou em primeiro nas eliminatórias dos 100m livre com 50s12, mas decidiu n?o disputar a final.

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— A falta de ritmo de competi??o foi o que mais pesou em 2020 —resume o atleta de 82 quilos, que chegou a 90. — Ganhei peso, um pouco de gordura, mas grande parte desse peso veio por passar muito mais tempo na sala de muscula??o do que de costume. Era a única estrutura de treinamento disponível aqui nos Estados Unidos. Era onde eu descontava toda ansiedade e tédio.

Fratus teve um ótimo ano de 2019. Foi eleito o melhor nadador da América do Sul (pela Swammy Awards) e do Brasil (pelo Comitê Olímpico do Brasil). No ano, ganhou a segunda medalha de prata em Mundiais, em Gwangju (ficou atrás apenas de Caeleb Dressel), sagrou-se campe?o pan-americano dos 50m livre pela primeira vez, além de uma série de bons resultados no Circuito Mare Nostrum e giro pela Europa.

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Por isso, o cancelamento dos Jogos em 2020 foi um baque. Ainda assim, o brasileiro que se concentra em “bater a m?o na parede primeiro”, e n?o mais em tempos, disse que n?o pensa em hipóteses, se teria feito boa prova em 2020 se o evento tivesse acontecido. Ele é o atleta do mundo que mais nadou na casa dos 21s (seu recorde pessoal é 21s27, de 2017).

— N?o adianta nadar abaixo dos 22 segundos mais de 80 vezes. O negócio é nadar uma vez abaixo dos 21. O pódio em Tóquio estará na casa dos 20 segundos — analisa o nadador, que tem um quarto (Londres-2012) e um sexto (Rio-2016) lugares em Olimpíadas. — Acho que o adiamento dos Jogos foi a melhor decis?o no momento, mas agora já temos condi??es de realizar um evento seguro. Os Jogos v?o acontecer em 2021 e o que passou importa pouco ou nada.

Cielo fora

Além da vaga de Fratus, o Brasil está classificado nos revezamentos masculinos 4x100m livre, 4x200m livre e 4x100m medley — os melhores atletas da seletiva v?o comp?r as equipes. Nas provas individuais, estar?o classificados os campe?es e vices de cada prova, desde que obtenham o índice A estabelecido pela Federa??o Internacional de Nata??o (FINA) nas finais.

A competi??o come?a com as provas 400m medley, 400m livre, 100m peito e 200m livre  (masculina) e  100m borboleta, 400m medley e 100m costas (feminino).

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Os nadadores que comprovarem que est?o com Covid-19 e n?o puderem participar da seletiva ter?o uma segunda chance em 12 de junho. Para disputarem a seletiva, os nadadores precisar?o de um teste PCR negativo com até 72h antes da entrada no Parque Aquático.

Cesar Cielo, de 34 anos, atleta do Brasil mais premiado em Mundiais da história e dono de três medalhas olímpicas, é ausência na competi??o. Ele n?o tem índice técnico mínimo para disputá-la.

Nos dois últimos anos, ele n?o competiiu no Brasil e dedicou-se a torneios exibi??o. Apesar de ter ficado fora da Rio-2016, Cielo tinha interesse em disputar mais uma Olimpíada. O GLOBO tentou falar com o nadador mas ele n?o respondeu às liga??oes.

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