Navalny acusa autoridades prisionais de negligência médica e anuncia greve de fome

Principal opositor russo afirma que está deitado, com dores, mas sem acesso a medicamentos ou consultas; na semana passada, ele afirmou que corria o risco de ter uma de suas pernas amputada
Port?o da Col?nia Penal no 2, em Pokrov, onde está preso Alexei Navalny Foto: DIMITAR DILKOFF / AFP
Port?o da Col?nia Penal no 2, em Pokrov, onde está preso Alexei Navalny Foto: DIMITAR DILKOFF / AFP

MOSCOU — O líder opositor russo Alexei Navalny, preso em uma col?nia penal a cerca de 100km de Moscou há duas semanas, anunciou uma greve de fome por conta das condi??es enfrentadas no cárcere, que incluem, segundo ele, pouco ou quase nenhum acesso a servi?os médicos.

Em publica??o no Instagram, Navalny afirma que as dores que relatou sentir nas pernas e nas costas se espalharam para os bra?os, e que a administra??o da pris?o n?o lhe fornece assistência ou medicamentos adequados.

“Por que os prisioneiros fazem greve de fome? Esta quest?o preocupa apenas aqueles que n?o s?o prisioneiros. Tudo parece complicado do lado de fora. Mas, do lado de dentro, tudo é simples: você n?o tem outros métodos de luta, ent?o declara [greve de fome]”, afirmou no Instagram, exigindo tratamento adequado.

 

 Na sexta passada, Navalny havia acusado as autoridades de negligência e apontava o risco de amputa??o de uma de suas pernas. Na ocasi?o, a administra??o prisional acusou o opositor de “simular” problemas de saúde. Na publica??o desta quarta-feira, Navalny afirma que está sendo submetido a um regime de priva??o de sono, “sendo acordado até oito vezes por noite”, e que os demais detentos est?o sendo coagidos a n?o limpar sua cama.

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Alvo de um envenenamento que quase lhe custou a vida, em agosto do ano passado, Navalny passou cerca de cinco meses em tratamento na Alemanha, onde afirmou ter sido vítima de uma tentativa de homicídio na Sibéria por parte do governo russo. O Kremlin negou qualquer envolvimento.  De volta a Moscou, em janeiro, Navalny foi preso sob acusa??o de violar os termos de liberdade condicional, relacionada a um caso em que foi condenado por fraude, em 2015, e que ele diz ter sido forjado pelo governo.

Sua deten??o foi seguida por protestos nas ruas e por uma repress?o em grande escala por parte das autoridades. Em fevereiro, a Justi?a decidiu que ele de fato violara os termos da condicional ao n?o retornar da Alemanha imediatamente após receber alta, e deveria cumprir o restante da pena, dois anos e meio, em regime fechado, em uma pris?o a cerca de 100km de Moscou. O local, conhecido como Col?nia Penal no 2, é notório por seu tratamento duro aos prisioneiros e pelas péssimas condi??es das instala??es.

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Em publica??o no Instagram na segunda-feira, Navalny denunciou essa situa??o precária e afirmou estar sendo vítima de persegui??o por parte dos agentes penitenciários. As inúmeras advertências que vinha frecebendo, alertou, poderiam levá-lo ao encarceramento em uma solitária, apontado por ele como “similar à tortura”.

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