STF nega pedido de suspens?o do processo de impeachment de Witzel

Decis?o foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes nesta segunda-feira, dia 19. Diante da negativa, julgamento final do processo deve ocorrer até fml do mês
Wilson Witzel, o governador do Rio afastado, durante processo de impeachment no Tribunal Especial Misto. Foto: Antonio Scorza / Divulga??o
Wilson Witzel, o governador do Rio afastado, durante processo de impeachment no Tribunal Especial Misto. Foto: Antonio Scorza / Divulga??o

RIO — O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negou na tarde desta segunda-feira, o pedido de suspens?o do processo de impeachment apresentado pela defesa do governador afastado Wilson Witzel (PSC), na última semana. Witzel argumentava que n?o foi protocolada uma pe?a processual que expusesse o fato criminoso do qual ele é acusado e, com isso, tentava fazer com que o rito fosse reiniciado. Diante da negativa, o julgamento final do processo de impeachment deve ocorrer até o final do mês pelo Tribunal Especial Misto (TEM). Moraes considerou o pedido "improcedente" e levou em considera??o o fato de Witzel ter tido "amplo direito à defesa".

Entrevista:'Tentam me rotular na contram?o das minhas a??es', diz Cláudio Castro

"[...] O reclamante teve a oportunidade de se manifestar inúmeras vezes, exercendo, portanto, o contraditório e a ampla defesa, n?o havendo falar em qualquer prejuízo. No mais, a alega??o acerca do comportamento dos julgadores nas oitivas realizadas, havendo supostamente questionamentos para além do que previsto na denúncia, escapa à quest?o da existência ou n?o de libelo acusatório", diz em um trecho.

Nos bastidores, o recurso de Witzel interpretado como a tentativa final do governador afastado de evitar o julgamento, no qual as suas chances de ser absolvido s?o consideradas baixas. Em suas alega??es finais, a acusa??o pedirá para que Witzel seja condenado por crime de responsabilidade e perca os direitos políticos por cinco anos.

Metr? na Gávea: Sem previs?o para acabar obras da Linha 4, interven??o para estabilizar Esta??o do Metr? da Gávea atrasa em um ano

Procurado pelo GLOBO, Witzel afirmou que ainda está analisando a decis?o de Moraes e que, portanto, ainda n?o poderia se manifestar.

No entender dos membros do TEM, os dois capítulos da denúncia contra Witzel que esmiú?am supostas fraudes em compras e contratos durante a pandemia da Covid-19 servem como elementos acusatórios. O documento ressalta a rela??o entre o governo e duas organiza??es sociais: Unir Saúde e Iabas.

Diálogo de Bolsonaro: Witzel pretende usar diálogo entre Bolsonaro e Kajuru nas alega??es finais do processo de impeachment

Witzel teria ignorado pareceres jurídicos que desqualificavam a Unir como possível contratada do estado e assinado ofícios revogando o veto. Para o Ministério Público Federal (MPF), a OS tem como sócio oculto o empresário Mário Peixoto. Um dos homens fortes de Witzel, Peixoto também teria expandido a sua influência para o Iabas, OS escolhida pelo governo para administrar os hospitais de campanha que receberiam os pacientes com Covid-19. O contrato, feito sem licita??o, foi de aproximadamente R$ 850 milh?es. Os hospitais, no entanto, nunca chegaram a funcionar em sua plenitude

Witzel e os deputados Luiz Paulo (Cidadania) e Lucinha (PSDB), que representam a acusa??o, ter?o 30 minutos para as suas alega??es finais na última sess?o do processo de impeachment.

Interrogatório:Witzel chora ao depor em interrogatório para o tribunal misto no processo de impeachment

Witzel pretende usar a conversa entre o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) e o presidente Jair Bolsonaro em suas alega??es finais. Ele afirma que o trecho em que Bolsonaro cobra ao senador que a CPI que investigará a condu??o do combate à pandemia também inclua prefeitos e governadores serve como prova de que o presidente persegue chefes do Executivo que se op?em a ele.

 

草蜢社区在线观看-草蜢影院在线影院